Em março de 2020, pouco tempo depois do primeiro decreto de calamidade pública, vários grupos ativistas, entidades e organizações sociais se juntaram para elaborar uma proposta de renda básica voltada ao enfrentamento da pandemia. No futuro, a ideia passaria a se chamar “auxílio emergencial”, mas uma das preocupações dos verdadeiros idealizadores da proposta era o esvaziamento do significado, através da mudança do nome pelo governo, pois como diz o ditado: “de filho bonito todo mundo quer ser pai”.

Ao passo que os grupos se organizavam para pressionar os governantes em favor desta renda, tanto o Poder Executivo quanto o Legislativo também se movimentaram em prol da mesma causa. Embora a petição pela renda básica tenha sido lançada no dia 23 de março, a organização da proposta vinha sendo feita há tempos. Foi no contexto de elaboração da ideia que esses movimentos se reuniram com representantes do Legislativo, a fim de construir uma contraproposta a um projeto de lei de um deputado de base governista, que viria a ser deliberado a qualquer momento na Câmara dos Deputados.

Contudo, o projeto de lei do deputado Eduardo Barbosa foi aprovado em 26 de abril, mas com alterações, fixando o valor de R$ 600 por adulto, com máximo de dois adultos por família e com o dobro do valor para mães solo, oferecendo a oportunidade de acesso a todo cidadão em trabalho informal, com rendas específicas, além da duração de três meses. Mais à frente, novas mobilizações viriam a ocorrer.

Petição pela renda básica emergencial