Ao longo da pandemia de Covid-19, com a restrição de acesso a participação presencial no Congresso Nacional e junto a órgãos do governo, grupos sociais se mobilizaram de outras formas para pressionar as instituições. Em pesquisa feita e publicada aqui neste repositório examinamos o uso das mídias digitais como mecanismo de pressão frente ao poder legislativo federal, por meio de petições online para a aprovação de leis, como no caso do auxílio emergencial, e para incentivar o legislativo a atuar, como nos pedidos de adiamento do ENEM.

Ainda que tanto Câmara dos Deputados como Senado Federal tenham na internet espaços de manifestação popular – como as páginas E-Cidadania e Participação Legislativa da Câmara dos Deputados, além de ouvidorias e listagem de e-mail dos parlamentares – a restrição de circulação e com votações apenas de modo remoto resultou na diminuição de espaço para o debate público. Isso se revela no fato de que mais de 4 milhões de manifestações foram feitas em petições online direcionadas ao parlamento. Aqui trazemos algumas, divulgadas em sites de petições como Avaaz, Change.org e Petição Pública  para você conhecer. Para saber mais, conheça o relatório da nossa pesquisa.

A “Vacina para Todas e Todos” é uma rede solidária que tem como objetivo arrecadar assinaturas de e-mail para pressionar os senadores pela aprovação do projeto que permite a fabricação de vacinas por qualquer laboratório, aumentando a oferta e diminuindo o seu custo.

Na página da organização há um local onde o visitante pode colocar seu nome e encaminhar um e-mail automático para os atuais 81 senadores em exercício. Acesse aqui.

Diversas organizações, como o Observatório Covid-19, ABRAJI, PURPOSE, dentre outras, lançaram novo portal a respeito das vacinações contra COVID-19, chamado “Caixa Aberta”. O portal nasce com dois objetivos: informar e pressionar.

No portal, é possível encontrar diversas informações sobre a vacinação, até o momento. Além de poder assinar a carta aberta ao Ministério pela transparência nesse processo. Acesse aqui.

“Não temos condições de comprar álcool em gel e arcar com a alimentação na rua em meio a essa crise do coronavírus. Precisamos que as empresas de aplicativos se posicionem e tomem providências para que a gente esteja mais protegido. Precisamos de distribuição urgente de álcool em gel para todos os entregadores e também de alimentação. Não dá para trabalhar com fome! Para nossa prevenção, é necessária a distribuição de álcool em gel, já que entramos em contato com muitas pessoas por dia fazendo as entregas.” Acesse o abaixo-assinado aqui.

“O Brasil, suas instituições, seu povo não podem continuar a ser agredidos por alguém que, ungido democraticamente ao cargo de presidente da República, exerce o nobre mandato que lhe foi conferido para arruinar com os alicerces de nosso sistema democrático, atentando, a um só tempo, contra os Poderes Legislativo e Judiciário, contra o Estado de Direito, contra a saúde dos brasileiros, agindo despudoradamente, à luz do dia, incapaz de demonstrar qualquer espírito cívico ou de compaixão para com o sofrimento de tantos.” Acesse aqui o abaixo-assinado da campanha.

Durante a pandemia, o site change.org lançou mais de 500 petições online, criadas como forma de mobilização para exigir medidas rápidas e de assistência por parte das autoridades. Elas são de temas diversos, como cancelamento de aulas, adiamento de eventos e suspensão temporária do pagamento de tributos. Para conhecer algumas das petições clique aqui. Para ver o vídeo da campanha, que argumenta a favor desse tipo de “ativismo de sofá” em contexto de pandemia, clique aqui.

Uma das campanhas digitais mais importantes de 2020 foi aquela que demandava o adiamento da realização das provas do ENEM, com as hashtags #AdiaEnem e #AdiaEnem2020.

Um conjunto de entidades voltadas para o setor fiscal propôs uma reforma tributária solidária, que pretende promover justiça social através de instrumentos de progressividade de impostos, ou seja, quem tem mais paga mais. O objetivo principal é que este seja um mecanismo para o combate à desigualdade social. A proposta envolve campanhas, petições online e ações diversas.

A proposta vai na contramão de outras que têm sido colocadas no Congresso Nacional (PEC 45 e PEC 110) e reforça a campanha Taxar Grandes Fortunas para Salvar Vidas.

Filhos de domésticas lançaram a carta “Pela vida das nossas mães”, endereçada não apenas às autoridades, mas a toda sociedade civil: “ao constatarmos que nossas familiares que são empregadas domésticas e diaristas continuam trabalhando normalmente, salientamos a emergência de atender à quarentena estipulada pelas autoridades e reivindicamos a dispensa remunerada”.

Conheça aqui a Carta Manifesto.