Ao longo da pandemia de Covid-19, grupos e movimentos feministas, organizações como a ONU Mulheres, parlamentares, pesquisadoras e autoras feministas apontaram os riscos da pandemia para mulheres, em especial as mais vulneráveis. Ao longo da pandemia o Brasil vivenciou aumento de casos de violência doméstica, da fome e do desemprego, com as mulheres apresentando números maiores que os homens. Aqui apresentamos mobilizações focadas em preservar as mulheres ou construídas por elas.

A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) realizou uma “live solidária”, no dia 01 de dezembro de 2020, com o tema “Mulheres Indígenas em Movimento”. A live contou com a participação de Ana Paula Sabino, Hamangai Pataxó e Indiana Petsirei O Dumhive, entre outros. Acesse aqui.

Sonia Guajajara, uma das mais importantes lideranças indígenas brasileiras da atualidade, conversou no dia 7 de agosto de 2020 com os repórteres André Barrocal e Felipe Milanez, a respeito das lutas dos povos originários contra a pandemia do novo coronavírus. Nessa conversa, vinculou os desafios enfrentados no contexto da pandemia aos ataques perpetrados pelo governo de Jair Bolsonaro aos direitos dos povos indígenas. Acesse aqui.

A Marcha das Margaridas organizou a série de lives ‘Prosa de Margaridas em tempos de pandemia’. Transmitida ao vivo no FACEBOOK, YOUTUBE e PORTAL DA CONTAG, abordou temas relacionados aos eixos políticos da Plataforma Política da Marcha das Margaridas. São conteúdos e reflexões importantes acerca dos problemas e das questões sociais, econômicas e políticas que, em seu conjunto, vêm afetando as vidas das mulheres.

Em seu quinto episódio, a série discutiu ‘ Direitos territoriais e bens comuns: luta e resistência’. Essa Live contará com a moderação de Mazé Morais, agricultora familiar, secretária de Mulheres da CONTAG e coordenadora geral da 6ª Marcha das Margaridas. As convidadas foram: Maria Emilia Pacheco – Assessora da FASE – Solidariedade e Educação, e integrante dos Núcleos Executivos da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), Sandra Maria da Silva Andrade – Diretora da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N’Golo), coordenadora Executiva da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), e moradora do Quilombo Carrapatos, em Tabatinga/MG, Helena Gomes da Silva – Coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) regional Piauí, Cristiane Julião Pankararu – Antropóloga, integra a APOINME, APIB e coletivo Voz das Mulheres Indígenas. Acesse aqui.

A quilombola Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais e Quilombolas (Conaq), e a ex-vice procuradora-geral da República, Deborah Duprat, conversaram sobre o tema “Desigualdades: Comunidades Quilombolas Frente à Pandemia”, no dia 14 de junho de 2020. A moderação ficou a cargo de Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil. Acesse aqui.

Este debate, realizado em 21 de junho de 2020, discutiu as ações que as/os psicólogas/os e movimentos sociais estão desenvolvendo nos territórios. Conta com a participação de Andrea Arruda (psicóloga, membro dos coletivos Periferia Segue Sangrando e Escola Feminista AbyaYala), Rodrigo Silva Santos (Coordenador estadual da Rede Emancipa de Movimento de Educação Popular) e Glória Maria (jornalista e produtora audiovisual e produtora da batalha do Paraisópolis). Acesse aqui.

A Campanha de Solidariedade Periferia Viva organizou uma live no dia 3 de agosto de 2020, para debater os profundos impactos da pandemia para as mulheres, dentro e fora de casa. O encontro contou com a participação de Débora Diniz, antropóloga professora da Universidade de Brasília, e Isis Menezes Táboas, da Consulta Popular. Eliane Martins, coordenadora da Campanha, coordena o debate. Na apresentação, ela argumenta, sobre o tema do uso das mídias sociais pelos movimentos: “a gente está aqui também meio jovens nessa história de Internet, então somos um pouco atrapalhadas ainda, porque a nossa praia não era essa virtual, a nossa praia era – ainda é – a presencial… (estamos) aprendendo a lidar com esse espaço” (minuto 10).  Acesse aqui. Para assistir outras lives organizadas pela Campanha, veja a página do Facebook.

A plataforma Cidades em Movimento promoveu, no dia 19 de de agosto de 2020, um bate-papo sobre as estratégias de enfrentamento ao novo coronavírus protagonizadas por coletivos, organizações e movimentos sociais na favela de Manguinhos. Também foram abordados os desafios relacionados à insegurança alimentar no contexto da pandemia de Covid-19. O encontro contou com a participação de: Márcia Corrêa e Castro, da Coordenação da Campanha se Liga no Corona; Taís Ariza, nutricionista Ensp/Fiocruz; Jussara Rafael Ângelo, da Coordenação da Ação Social Solidariedade em Manguinhos e Paloma Gomes: Voluntária no coletivo Manguinhos Solidário. Acesse aqui.

A live, realizada no dia 06/10/2020, foi um momento de discussão e aprendizado sobre a região Lagunar de Maceió. Para essa roda de conversa foram convidados (as) Rogério Dyaz, artista, fundador do Coletivo Quintal Cultural e do Movimento dos Povos das Alagoas ; Vanessa Santos, representante da Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras – Coopmaris ; Samuel Scarponi, representando o Comitê dos Povos das Lagoas e Luciene Costa, representando o Erê. A roda será mediada por Mônica Nascimento, representante do Coletivo de Apoio às trabalhadoras e aos trabalhadores – CATT.

Veja na integra por aqui.

Líderes comunitários da primeira turma do BC Comunidades conversam com a premiada educadora social Bel Santos Mayer sobre transformar o território onde moram. O BC Comunidades identifica, apoia e dá visibilidade para novas lideranças locais. Um programa de expansão da Brazil Conference em parceria com o Insper. Participam da discussão no dia 07 de agosto de 2020: – Audrey Ribeiro da FLIGRAJA (Grajaú SP) – Abidan Henrique do Km23 (Embu das Artes SP) – Flávia Rodrigues do Viela Mais Bonita (Paraisópolis – SP) – Ester Carro do Fazendinhando (Jardim Colombo, SP) – Romeu Mata do CDHU Jardim São Luiz (Jardim São Luiz, SP). Acesse aqui.

A Live Periferias contra a Pandemia foi realizada no dia 4 de junho de 2020 pela Fundação Rosa Luxemburgo. Contou com o apoio dos seguintes convidados: Rita de Cássia – representante do MTSB, Débora Dias – coordenadora da UNEafro Brasil, Tiaraju D’andrea – pesquisador do Centro de Estudos Periféricos – CEP, Anielle Franco – do Instituto Marielle Franco, Jussara Basso – coordenação do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto e Keli Mafort – direção nacional do MST Brasil. Acesse aqui.

O documentário pretende colaborar com a difusão de informação nas periferias sobre prevenção, autocuidado e dados para criação de políticas públicas e outras iniciativas imediatas. Será feito a partir da visão de 5 jovens de periferias das cinco regiões do país. Os três coletivos de audiovisual que impulsionam a proposta do documentário são: Maloka Filmes formada por LGBTs da Zona Sul de São Paulo; o Centro de Comunicação e Juventude – CCJ de Recife (PE); e o Coletivo Apeirom de Ceilândia (DF).

Movimentos populares marcaram um “grande ato” para pedir o “impeachment já” do presidente da República, Jair Bolsonaro, no momento em que o país registrava a marca de 211 mil mortes pela Covid-19. O evento ocorreu no dia 24 de janeiro de 2021 na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Acesse aqui.

O Movimiento por Nuestros Desaparecidos en México, formado por mais de 60 coletivos mexicanos e de três países da América Central, demanda que o governo mexicano não pare as buscas dos 61 mil desaparecidos e que sejam acelerados os esforços para a identificação de mais de 37 mil corpos. No Dia das Mães (10 de maio), manifestantes tomaram as ruas mas também usaram formas de protesto digital, inclusive uma marcha digital. A tradicional Marcha de la Dignidad Nacional: Madres Buscando a sus Familiares Desaparecidos, la Verdad y la Justicia, foi feita pela primeira vez em forma digital. Participantes postaram fotos online com máscaras, nas quais estava escrito: “onde estão?”

Além disso, comunicaram-se usando hashtags como #YoApoyoParaEncontrarles, #HastaEncontrarles, #NosHacenFalta e #10DeMayoNadaQuéCelebrar. Para mais informações, ver também esta análise de Thomas Aureliani.

“Las mujeres de la Cuenca amazónica y hermanas de América Latina y el Caribe estamos enfrentando una sistemática y creciente amenaza a nuestras vidas desde el inicio de la pandemia por el Covid-19 como consecuencia de las históricas desigualdades que el sistema colonial capitalista neoliberal patriarcal busca perpetuar ante la indiferencia de los Estados para los que no son importantes nuestras vidas.” Acesse o documento completo aqui.

“A Campanha Nacional Todas as Vidas Valem foi lançada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) no dia 15 de maio de 2020. A Campanha tem por objetivo principal: mobilizar as organizações de direitos humanos para a garantia dos direitos humanos no contexto da Covid-19. Como objetivos específicos, a Campanha pretende: a) organizar a solidariedade para a atenção aos grupos e segmentos com mais necessidade protetiva; b) promover ações de monitoramento das violações de direitos humanos no contexto da pandemia; c) realizar ações formativas para o fortalecimento das organizações de direitos humanos. […]”. Confira o documento completo aqui.

O Manifesto chama a atenção para a política errada do governo no combate ao coronavírus, para o genocídio de jovens negros, aumento das desigualdades e empobrecimento da população. “Lutamos pelo fim da escravidão e do fascismo, contra a ditadura militar e pela democracia. Exigimos resposta sobre Quem Mandou Matar Marielle e vamos derrubar Bolsonaro e Mourão!”, destaca o documento. Acesse o manifesto na íntegra.

A campanha Julho das Pretas foi desenvolvida a partir da unidade de movimentos de mulheres negras da Bahia, Região Nordeste, e mais alguns estados do país, tais como Paraná, Pará, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, e Distrito Federal, e é voltada para o fortalecimento das agendas e organizações de mulheres negras. Acesse aqui.

As mobilizações a favor da vacina foram muito importantes nas mídias sociais, especialmente ao longo do ano de 2021. É o caso do tuitaço convocado por várias entidades e pessoas públicas no dia 24 de fevereiro de 2021, que utilizou a hashtag #VacinaParaTodosJá. Vejam também a live da Campanha Vacina para Todos Já.

O escritório Cândido Advocacia ofereceu orientação jurídica gratuita via internet para a população negra e periférica. As consultas priorizaram atendimentos voltados a questões de discriminação racial, violência doméstica, direitos trabalhista e do consumidor. É possível saber mais sobre a iniciativa através do Instagram do escritório.

O Covid nas prisões é uma iniciativa que dá informações para mães e familiares, divulga ações judiciais importantes nesse contexto e legislações que respaldam os direitos das pessoas privadas de liberdade. Durante a pandemia, também acompanhou os casos da doença nas instituições de privação de liberdade no Brasil.