A COALIZÃO NACIONAL PELOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES SOB ORFANDADE DA COVID-19 é uma articulação de organizações de sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadores, operadores do direito e ativistas sociais que se mobiliza desde de 2021 pelo reconhecimento, visibilidade e direitos das crianças e adolescentes tornadas órfãs e órfãos em decorrência da sindemia da COVID-19.

Criada no segundo semestre de 2021, a Coalizão procura chamar atenção à gravidade do problema de orfandade criada pela pandemia de Covid-19, avançar na compreensão da dimensão do fenômeno e construir um modelo de atuação e incidência para um tema que ainda não tem marco política consolidada. Para tal, foi realizado uma pesquisa de mapeamento do estado da arte das políticas públicas para orfandade.  Também foi realizado um conjunto de webinários que reuniu especialistas e ativistas em torno do tema para avançar na compreensão do problema e da construção de uma abordagem de atuação.

O primeiro Webinário de 6 dezembro de 2021 pode ser assistido aqui.

O segundo Webinário, de 7 de fevereiro de 2022 pode ser assistido aqui.

E conheça aqui o posicionamento da Coalizão publicado em Março 2022.

O Comitê das Comunidades é um grupo no WhatsApp que busca levar mais informações sobre o coronavírus para bairros periféricos do município de Santo André, em São Paulo. A iniciativa foi criada pelo MDDF (Movimento de Defesa dos Favelados) com o objetivo de organizar uma rede virtual com moradores e lideranças comunitárias que representam as favelas do município, além de traçar temas debatidos no grupo. A matéria completa pode ser acessada através do link.

Várias associações e movimentos ligadas à luta por moradia e reforma urbana lançaram um monitoramento para dar visibilidade às omissões do poder público no combate à Covid-19 nas periferias. O monitoramento é feito em todo o país, através de questionários que estão sendo aplicados em cada comunidade ou grupo específico.

A pesquisa “Pandemia na Favela – a realidade de 14 milhões de favelados no combate ao novo coronavírus” realizada pela CUFA e pelo Instituto Locomotiva, mostra a percepção dos moradores das periferias sobre a evolução da pandemia.

A pesquisa mostra que mais 50% acredita que a pandemia está apenas no meio do caminho e que mais de 80% está vivendo com renda menor do que a que tinha antes da pandemia.

A CUFA retomou a sua arrecadação com fins a beneficiar as mães das favelas com cestas-básicas e vales cestas-básicas. A campanha foi reiniciada após perceberem os efeitos da segunda onda de Covid-19 e a baixa de 90% das arrecadações da CUFA. Além das doações de cestas-básicas, a CUFA também proporciona acesso à internet, mediante doação de chips com o projeto Mães da Favela ON.

MTST Brasil está organizando o Cozinhas Solidárias para construir 26 cozinhas solidárias em várias periferias urbanas no Brasil. Serão pelo menos uma Cozinha Solidária na periferia dos estados de Roraima, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, duas no Distrito Federal, quatro nas periferias de São Paulo e, por fim, uma na região do ABC paulista.

As Cozinhas Solidárias funcionarão todos os dias distribuindo almoços grátis para as famílias das periferias dos centros urbanos do país. Queremos que todas as famílias das periferias tenham o direito à alimentação saudável e nutricional. Num momento de pandemia e crise, a distribuição de refeições prontas beneficia diretamente mulheres, crianças e idosos.
A meta é produzir e distribuir 32 mil refeições por mês considerando as 26 Cozinhas Solidárias que estarão funcionando ainda no primeiro semestre em conjunto. 

A ASSEVOPA é uma associação voltada para o ensino da prática esportiva de vôlei em Palmas-TO. Durante a pandemia de COVID-19, a associação se organizou com parcerias locais para realizar a arrecadação e doação de alimentos, roupas e itens de higiene e limpeza. A ASSEVOPA foi parceira da CUFA Nacional durante alguns meses, colaborando com a distribuição e implementação dos projetos Mães de Favela e Favela Sem Corona nas periferias de Palmas.

O Projeto Dividir realiza ações no Distrito Federal desde o início da pandemia, em 2020. Agora, com a segunda onda do Covid e novo fechamento dos serviços não essenciais, a população em situação de rua – alvo do projeto – será muito impactada, já que não há mais pessoas deixando um pouco de alimento ou alguma contribuição. Por isso, reforçaram o seu financiamento coletivo, com o intuito de dar apoio a essas pessoas, para que elas possam ter, ao menos, uma refeição saudável por dia.

Em Belém do Pará, o “Comitê de Solidariedade aos Estudantes e às Mães em Vulnerabilidade Social – Quero Poder Ficar em Casa! – é construído pelas mãos de muitos e muitas ativistas do movimento estudantil, sindical e feminista. A iniciativa foi pensada pelos movimentos @afrontepa e @resistenciafeministapa, mas com o intuito de ser muito maior! Queremos somar as diversas campanhas que estejam acontecendo na região metropolitana e atuar em parceria com as diversas entidades e movimentos sociais no Estado”. Clique aqui para acessar o Instagram do projeto.

O projeto Telas em Movimento nasceu com o objetivo de democratizar o acesso ao cinema, principalmente nas periferias da Amazônia. Diante da pandemia, o projeto resolveu se reformular para auxiliar no combate à Covid-19 e ajudar famílias em situação de vulnerabilidade nas periferias de Belém. Mais informações podem ser acessadas pelo Facebook do projeto.

O coletivo Tela Firme realizou uma campanha para arrecadação de cestas básicas e materiais de higiene e limpeza para as famílias mais afetadas economicamente pelo isolamento social decorrente da pandemia do coronavírus. A Campanha, denominada Terra Solidária, também realizou a doação de máscaras de tecido para os feirantes do bairro da Terra Firme, em Belém, onde o coletivo realiza suas ações. Acesse o site para mais informações.

O Comitê Popular em Defesa do Povo e Contra o Coronavírus é um espaço amplo, suprapartidário, formado por diversos Movimentos Sociais, Sindicatos, Associações, Organizações Não Governamentais, Centrais Sindicais e de todas as pessoas com disposição de lutar pela vida e construir ações concretas e unificadas, através da solidariedade no combate ao Coronavírus no município de Porto Alegre e RS.

A organização Marco Zero, que tem por objetivo “qualificar o debate público promovendo o jornalismo investigativo e independente”, está lançando o mapa da comunicação popular do Grande Recife. A ideia é ampliar a visibilidade das narrativas periféricas, em contexto de luta contra a pandemia. Para participar do mapeamento, é possível acessar o formulário no site.

A Recife de Luta é formada por ONGs, movimentos sociais, coletivos de pesquisa e ação e pessoas comprometidas com a construção de uma Recife mais justa, democrática, com igualdade de direitos e oportunidades para a sua população. Com a chegada do coronavírus o grupo vem realizando diversas iniciativas direcionadas a famílias em situação de pobreza que precisam de apoio urgente para garantir segurança e saúde. Acesse o site para verificar.

A Rede de Coletivos Populares de Paulista COPPA, formada por vários grupos das periferias da Região Metropolitana do Recife, juntou-se a outras organizações da sociedade civil e profissionais para elaborar um mapeamento das áreas de maior vulnerabilidade socioespacial no município de Paulista. A partir do cruzamento de 11 indicadores (que levam em conta variáveis como idade, gênero e raça, entre outras), o Atlas mapeou as áreas de menor e maior vulnerabilidade no território. A pesquisa também coletou dados sobre os casos oficiais de contaminação pelo vírus e mostrou que estes estavam concentrados nas áreas mais densamente habitadas até meados do mês de abril. O Atlas pode ser acessado aqui.

A Campanha Nacional Periferia Viva, e outros parceiros, lançaram uma cartilha que tem como objetivo fazer a formação de agentes populares de saúde para que cada um/a possa ajudar no combate ao vírus localmente, na sua comunidade. A cartilha traz informações sobre o coronavírus, quais as ações de um agente popular de saúde, sobre como cuidar da sua comunidade, entre outras.

O grupo de pesquisa Práticas Sociais no Espaço Urbano (Praxis) da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais e a Secretaria Municipal de Política Urbana de Belo Horizonte lançaram um mapeamento de iniciativas de combate ao covid-19 em favelas e ocupações na Região Metropolitana da capital mineira.

A Associação Imagem Comunitária, de Belo Horizonte, lançou a plataforma “Periferia Viva: Força-Tarefa Covid-19”, iniciativa com o objetivo de reunir “campanhas, demandas e iniciativas de quem está nas periferias, vilas, aglomerados e favelas de Belo Horizonte, da Grande BH e do interior de Minas”. No site, é possível acessar um mapa das ações que se cadastraram na iniciativa.

O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) lançou uma campanha virtual de arrecadação para o o financiamento de ações de solidariedade a comunidades em Minas Gerais. a organização tem como objetivo atingir 1.500 famílias. Mais informações nesta página.

Nacionalmente, o MLB também empreende a articulação “Periferia Sem Corona”. No site da iniciativa, é possível que moradores e comerciantes de comunidades se cadastrem para participarem de ações de “apoio financeiro” e de “busca de mercados”. Acesse aqui.

Com a ajuda de vários parceiros, o Movimenta Caxias está distribuindo cestas básicas, kits de higiene e alimentos orgânicos para os mais vulneráveis em Duque de Caxias e na Baixada Fluminense. A página do Facebook do Movimento oferece informações sobre as iniciativas, promove discussões com especialistas em vários temas e também presta contas sobre como o dinheiro arrecadado está sendo utilizado. Além disso, é possível encontrar os dados bancários para fazer doações.

Coletivo Papo Reto, o Voz das Comunidades e o Coletivo Mulheres em Ação no Alemão uniram-se para formar o Gabinete de Crise do Alemão. São organizações que já atuam há anos e que adaptaram suas agendas para ajudar a lutar contra a pandemia. Além de distribuírem doações, também fazem campanhas de conscientização, lutam contra notícias falsas, promovem campanhas de higienização das favelas e denunciam a violência policial.

A Frente de Mobilização da Maré, mesmo sabendo das dificuldades com a subnotificação dos dados informados pelo governo, tomou a iniciativa de elaborar um painel que é atualizado diariamente com o número de casos confirmados e óbitos nas favelas do Rio de Janeiro.

A Redes da Maré, organização que atua no complexo de 16 favelas da Maré (Rio de Janeiro), onde vivem aproximadamente 140 mil pessoas, lançou a Campanha “Maré diz NÃO ao Coronavírus”. No site da organização é possível encontrar informações sobre doação de cestas básicas e sobre como voluntários podem ajudar. Os recursos arrecadados pela Campanha serão utilizados para compras “prioritariamente, com pequenos empreendedores locais, tendo como objetivo a circulação de recursos dentro da Maré neste período de crise”. Veja também entrevista com Eliana Silva, fundadora da Redes da Maré, publicada no Jornal El País, em 28/3/2020.

Favela Sem Corona é uma iniciativa de compra e distribuição gratuita de testes rápidos de COVID-19 e equipamentos de proteção na Favela da Rocinha que se tornou algo mais: um projeto de comunicação preventiva, bem como uma instrumento comunitário de acompanhar a evolução da doença através do levantamento que criou para selecionar beneficiários.

Fundação Oswaldo Cruz se juntou à Redes da Maré e a organizações da comunidade de Manguinhos para lançar a Campanha “Se Liga no Corona!“, que tem como objetivo difundir informações confiáveis adaptadas ao contexto das periferias. O conteúdo produzido pela campanha está disponível para download no Portal Fiocruz e no Maré Online. Além disso, a Campanha lançou um selo de validação de materiais de comunicação produzidos por organizações comunitárias parceiras. Seu conteúdo será submetido a especialistas da Fiocruz e, se procedentes, receberão o selo Fiocruz Tá Junto, oferecendo ao material uma chancela científica. 

O #pratodascomunidades é uma iniciativa da ONG Voz das Comunidades, criada pra levar refeições prontas a quem precisa, além de gerar empregos na comunidade. Como a campanha informa, “Cesta básica, às vezes, pode não ser suficiente pra ajudar. Existem famílias sem gás, água ou luz pra cozinhar, precisando de um prato de comida”.

Quatro jovens da Rocinha, Zona Sul do Rio, que são entusiastas da tecnologia e da computação criaram o projeto Opina Rocinha, com o intuito de captar a percepção dos moradores da favela sobre a pandemia. O painel traz informações sobre a situação em que os moradores da favela se encontram em meio ao surto de coronavírus. O objetivo é fornecer dados sobre as condições das favelas, inclusive com o intuito de viabilizar políticas públicas que realmente atendam e auxiliem essas pessoas.

No dia 21 de março, lideranças comunitárias de Paraisópolis fizeram um chamado para recrutar voluntários, que se tornaram “presidentes de rua” ou “brigadistas” (reunidos na foto acima). A convocação está publicada na página do Facebook da comunidade. Desde então, a comunidade criou casas de acolhimento, comprou ambulâncias e promoveu protestos denunciando a falta de apoio do governo do Estado. Veja aqui a Carta Aberta encaminhada às autoridades estaduais.

Brasilândia é um dos distritos de São Paulo mais afetados pela pandemia. Desde abril, foi criada uma rede de atores da sociedade civil que se expandiu para incluir atores governamentais: “Inicialmente encabeçada por lideranças locais, hoje ela atua em articulação com representantes da Saúde, Assistência Social, Segurança Pública, Cultura, Educação e outras áreas das políticas públicas. Qualquer pessoa ou organização pode participar deste coletivo. O momento precisa ser de união e solidariedade”. Veja mais sobre a Rede na página do Facebook.

O “Nós, mulheres da periferia”, um coletivo jornalístico independente, formado por jornalistas moradoras de diferentes regiões periféricas da cidade de São Paulo, está engajado no enfrentamento à COVID-19. O website do coletivo abriga uma variedade de análises que destacam como a pandemia afeta desigualmente a periferia, como os riscos de exclusão do ensino à distância, os limites do acesso a bens culturais, o uso do transporte público e uma série especial sobre Racismo Ambiental: mulheres indígenas e quilombolas na proteção de seus povos contra o COVID-19.

O Fórum Nacional de Reforma Urbana, em parceria com a União Europeia, lançou o Edital para Iniciativas de Apoio Local nas Periferias. O objetivo foi possibilitar a realização de ações por fóruns e articulações locais no desenvolvimento de atividades no combate emergencial e prevenção à Covid-19, relacionadas à efetivação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foram selecionadas 10 organizações e cada iniciativa receberá entre R$6 mil e R$9 mil. Para mais informações, acesse o edital completo no site.

Filhos de domésticas lançaram a carta “Pela vida das nossas mães”, endereçada não apenas às autoridades, mas a toda sociedade civil: “ao constatarmos que nossas familiares que são empregadas domésticas e diaristas continuam trabalhando normalmente, salientamos a emergência de atender à quarentena estipulada pelas autoridades e reivindicamos a dispensa remunerada”.

Conheça aqui a Carta Manifesto.