Ao longo da pandemia de Covid-19, grupos e movimentos feministas, organizações como a ONU Mulheres, parlamentares, pesquisadoras e autoras feministas apontaram os riscos da pandemia para mulheres, em especial as mais vulneráveis. Ao longo da pandemia o Brasil vivenciou aumento de casos de violência doméstica, da fome e do desemprego, com as mulheres apresentando números maiores que os homens. Aqui apresentamos mobilizações focadas em preservar as mulheres ou construídas por elas.

A quilombola Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais e Quilombolas (Conaq), e a ex-vice procuradora-geral da República, Deborah Duprat, conversaram sobre o tema “Desigualdades: Comunidades Quilombolas Frente à Pandemia”, no dia 14 de junho de 2020. A moderação ficou a cargo de Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil. Acesse aqui.

Este debate, realizado em 21 de junho de 2020, discutiu as ações que as/os psicólogas/os e movimentos sociais estão desenvolvendo nos territórios. Conta com a participação de Andrea Arruda (psicóloga, membro dos coletivos Periferia Segue Sangrando e Escola Feminista AbyaYala), Rodrigo Silva Santos (Coordenador estadual da Rede Emancipa de Movimento de Educação Popular) e Glória Maria (jornalista e produtora audiovisual e produtora da batalha do Paraisópolis). Acesse aqui.

A Campanha de Solidariedade Periferia Viva organizou uma live no dia 3 de agosto de 2020, para debater os profundos impactos da pandemia para as mulheres, dentro e fora de casa. O encontro contou com a participação de Débora Diniz, antropóloga professora da Universidade de Brasília, e Isis Menezes Táboas, da Consulta Popular. Eliane Martins, coordenadora da Campanha, coordena o debate. Na apresentação, ela argumenta, sobre o tema do uso das mídias sociais pelos movimentos: “a gente está aqui também meio jovens nessa história de Internet, então somos um pouco atrapalhadas ainda, porque a nossa praia não era essa virtual, a nossa praia era – ainda é – a presencial… (estamos) aprendendo a lidar com esse espaço” (minuto 10).  Acesse aqui. Para assistir outras lives organizadas pela Campanha, veja a página do Facebook.

A plataforma Cidades em Movimento promoveu, no dia 19 de de agosto de 2020, um bate-papo sobre as estratégias de enfrentamento ao novo coronavírus protagonizadas por coletivos, organizações e movimentos sociais na favela de Manguinhos. Também foram abordados os desafios relacionados à insegurança alimentar no contexto da pandemia de Covid-19. O encontro contou com a participação de: Márcia Corrêa e Castro, da Coordenação da Campanha se Liga no Corona; Taís Ariza, nutricionista Ensp/Fiocruz; Jussara Rafael Ângelo, da Coordenação da Ação Social Solidariedade em Manguinhos e Paloma Gomes: Voluntária no coletivo Manguinhos Solidário. Acesse aqui.

A live, realizada no dia 06/10/2020, foi um momento de discussão e aprendizado sobre a região Lagunar de Maceió. Para essa roda de conversa foram convidados (as) Rogério Dyaz, artista, fundador do Coletivo Quintal Cultural e do Movimento dos Povos das Alagoas ; Vanessa Santos, representante da Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras – Coopmaris ; Samuel Scarponi, representando o Comitê dos Povos das Lagoas e Luciene Costa, representando o Erê. A roda será mediada por Mônica Nascimento, representante do Coletivo de Apoio às trabalhadoras e aos trabalhadores – CATT.

Veja na integra por aqui.

Líderes comunitários da primeira turma do BC Comunidades conversam com a premiada educadora social Bel Santos Mayer sobre transformar o território onde moram. O BC Comunidades identifica, apoia e dá visibilidade para novas lideranças locais. Um programa de expansão da Brazil Conference em parceria com o Insper.Participam da discussão no dia 07 de agosto de 2020: – Audrey Ribeiro da FLIGRAJA (Grajaú SP) – Abidan Henrique do Km23 (Embu das Artes SP) – Flávia Rodrigues do Viela Mais Bonita (Paraisópolis – SP) – Ester Carro do Fazendinhando (Jardim Colombo, SP) – Romeu Mata do CDHU Jardim São Luiz (Jardim São Luiz, SP). Acesse aqui.

A Live Periferias contra a Pandemia foi realizada no dia 4 de junho de 2020 pela Fundação Rosa Luxemburgo. Contou com o apoio dos seguintes convidados: Rita de Cássia – representante do MTSB, Débora Dias – coordenadora da UNEafro Brasil, Tiaraju D’andrea – pesquisador do Centro de Estudos Periféricos – CEP, Anielle Franco – do Instituto Marielle Franco, Jussara Basso – coordenação do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto e Keli Mafort – direção nacional do MST Brasil. Acesse aqui.

documentário pretende colaborar com a difusão de informação nas periferias sobre prevenção, autocuidado e dados para criação de políticas públicas e outras iniciativas imediatas. Será feito a partir da visão de 5 jovens de periferias das cinco regiões do país. Os três coletivos de audiovisual que impulsionam a proposta do documentário são: Maloka Filmes formada por LGBTs da Zona Sul de São Paulo; o Centro de Comunicação e Juventude – CCJ de Recife (PE); e o Coletivo Apeirom de Ceilândia (DF).

Movimentos populares marcaram um “grande ato” para pedir o “impeachment já” do presidente da República, Jair Bolsonaro, no momento em que o país registrava a marca de 211 mil mortes pela Covid-19. O evento ocorreu no dia 24 de janeiro de 2021 na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Acesse aqui.

Movimiento por Nuestros Desaparecidos en México, formado por mais de 60 coletivos mexicanos e de três países da América Central, demanda que o governo mexicano não pare as buscas dos 61 mil desaparecidos e que sejam acelerados os esforços para a identificação de mais de 37 mil corpos. No Dia das Mães (10 de maio), manifestantes tomaram as ruas mas também usaram formas de protesto digital, inclusive uma marcha digital. A tradicional Marcha de la Dignidad Nacional: Madres Buscando a sus Familiares Desaparecidos, la Verdad y la Justicia, foi feita pela primeira vez em forma digital. Participantes postaram fotos online com máscaras, nas quais estava escrito: “onde estão?”

Além disso, comunicaram-se usando hashtags como #YoApoyoParaEncontrarles, #HastaEncontrarles, #NosHacenFalta e #10DeMayoNadaQuéCelebrar. Para mais informações, ver também esta análise de Thomas Aureliani.

“Las mujeres de la Cuenca amazónica y hermanas de América Latina y el Caribe estamos enfrentando una sistemática y creciente amenaza a nuestras vidas desde el inicio de la pandemia por el Covid-19 como consecuencia de las históricas desigualdades que el sistema colonial capitalista neoliberal patriarcal busca perpetuar ante la indiferencia de los Estados para los que no son importantes nuestras vidas.” Acesse o documento completo aqui.

“A Campanha Nacional Todas as Vidas Valem foi lançada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) no dia 15 de maio de 2020. A Campanha tem por objetivo principal: mobilizar as organizações de direitos humanos para a garantia dos direitos humanos no contexto da Covid-19. Como objetivos específicos, a Campanha pretende: a) organizar a solidariedade para a atenção aos grupos e segmentos com mais necessidade protetiva; b) promover ações de monitoramento das violações de direitos humanos no contexto da pandemia; c) realizar ações formativas para o fortalecimento das organizações de direitos humanos. […]”. Confira o documento completo aqui.

O Manifesto chama a atenção para a política errada do governo no combate ao coronavírus, para o genocídio de jovens negros, aumento das desigualdades e empobrecimento da população. “Lutamos pelo fim da escravidão e do fascismo, contra a ditadura militar e pela democracia. Exigimos resposta sobre Quem Mandou Matar Marielle e vamos derrubar Bolsonaro e Mourão!”, destaca o documento. Acesse o manifesto na íntegra.

A campanha Julho das Pretas foi desenvolvida a partir da unidade de movimentos de mulheres negras da Bahia, Região Nordeste, e mais alguns estados do país, tais como Paraná, Pará, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, e Distrito Federal, e é voltada para o fortalecimento das agendas e organizações de mulheres negras. Acesse aqui.

As mobilizações a favor da vacina foram muito importantes nas mídias sociais, especialmente ao longo do ano de 2021. É o caso do tuitaço convocado por várias entidades e pessoas públicas no dia 24 de fevereiro de 2021, que utilizou a hashtag #VacinaParaTodosJá. Vejam também a live da Campanha Vacina para Todos Já.

O escritório Cândido Advocacia ofereceu orientação jurídica gratuita via internet para a população negra e periférica. As consultas priorizaram atendimentos voltados a questões de discriminação racial, violência doméstica, direitos trabalhista e do consumidor. É possível saber mais sobre a iniciativa através do Instagram do escritório.

Covid nas prisões é uma iniciativa que dá informações para mães e familiares, divulga ações judiciais importantes nesse contexto e legislações que respaldam os direitos das pessoas privadas de liberdade. Durante a pandemia, também acompanhou os casos da doença nas instituições de privação de liberdade no Brasil.

#TVPeriferiaEmFoco acompanhou na ilha de Cotijuba, em Belém, a ação de solidariedade no enfrentamento à Covid-19 junto às famílias ribeirinhas do Pará. O mutirão de solidariedade faz parte da campanha nacional “Estamos Prontos” que já atendeu mais de 740 mil pessoas no Brasil. No Pará, a campanha estava integrada com a Central de Movimentos Populares – CMP através da Campanha “COVID 19: SOLIDARIEDADE NA AMAZÔNIA”, uma iniciativa destinada a atender famílias de comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígena e das periferias das cidades, que estão passando por dificuldades financeiras e vêm sofrendo com a crise econômica e o desemprego.

As ações acontecem com a parceria da Cruz Vermelha Brasileira – Pará, SEBRAE, UNICEF, FORD, Natura, Ação da Cidadania, Corpo de Bombeiros Militar, Marinha do Brasil e outros órgãos públicos juntamente com a sociedade civil organizada. Acesse o vídeo aqui.

Ao longo de mais de 100 dias de mobilização com a campanha Mãos Solidárias, foram arrecadadas doações que beneficiaram milhares de famílias em várias cidades de Pernambuco. Por meio do Marmitas Solidárias, foram distribuídas 200 mil refeições à população de rua, produzidas cerca de 20 mil Máscaras Solidárias, além de milhares de cestas básicas e mais de 50 toneladas de produtos da Reforma Agrária Popular.

Movimentos sociais do campo à cidade, sindicatos, associações e voluntariado têm construído, mão à mão, uma rede de solidariedade que tem beneficiado as comunidades mais vulneráveis durante a pandemia da COVID-19. Leia aqui.

A reXistência.coletiva é uma iniciativa de ativismo social que parte de uma rede de acadêmicos da pós-graduação e professores em diferentes universidades no Brasil.

O grupo oferece cursos online de formação complementar, cuja arrecadação em valor de inscrições foi 100% revertida para doações a organizações de assistência a comunidades trans, negras e indígenas. Acesse mais informações aqui.

Mais de 600 mil brasileiros/as morreram em razão da pandemia de Covid-19. Como é de conhecimento da comunidade nacional e internacional, parte significativa dessas mortes foi provocada pela decisão do Governo Federal de afrontar a ciência e desprezar a vida da população brasileira, colocando em risco aqueles que tinha por dever proteger.

O agravamento das condições sociais, econômicas e psíquicas decorrentes da ausência de políticas públicas adequadas para a contenção da doença tem esgarçado o tecido social e lançado milhares de brasileiros e brasileiras à própria sorte. A Rede de Mulheres Cientistas foi criada no intuito de trazer debates e produções científicas, manifestos e iniciativas produzidas por mulheres cientistas sobre/no contexto da pandemia, além de oferecer uma rede de apoio em um momento que foi, sabidamente, mais penoso para as mulheres.  Acesse aqui.